Boas!
Desta vez falo-vos de algo que nos toca a todos. A personagem que, de vez em quando, encarnamos de um ser omnisciente, que tudo sabe e que nasceu ensinado.
Aquele momento em que nos assoberba uma certa falta de humildade e teimosia, que nos diz, " não precisas de ajuda, não peças, tu sabes!".
Em comércio isso é mato! Entram-nos pelo estabelecimento a dentro, em fluxo constante, espécimes desta linha paralela de hominídeos omniscientes, que se definem em uma frase - Sim! Não! Eu Sei!
O porquê desta frase síntese, tem a ver com a forma como nos respondem a perguntas abertas que fazemos, querendo nessa altura passar por vastos conhecedores do universo da marca que representamos e que nós ali somos uns empatas, uns chatos e que devíamos era estar caladinhos e desatar a arrumar o producto.
Começa sempre com algo do tipo - "Está familiarizado com a nossa marca?" - "Sim!" - "Precisa de ajuda?" - "Não!" - Tau! Já foste! Pontapé nos rins do Sr Platão do Retalho - "Esteja á vontade então..." - respondemos cabisbaixos, dominados por aquele ser sapiente.
Esta, é a primeira parte, mas ao fim de dez minutos em que olha fixamente sem saber o que fazer, atiramos a bóia - "Se calhar o melhor é tentar este!" - "Eu sei" - resposta lacónica - que te deixa com um ar de "És mesmo imbecil, para que me ajudas-te?", "Fica mas é aí quietinho e não faças figurinhas em tentar explicar-me o óbvio".
E eu fico, quieto, na companhia da minha ignorância, que essa ao menos é certa, não é Sócrates?

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