Boas!
O post de hoje fala-vos daquele tipo de pessoa, neste caso cliente, que se julga muito inteligente, que gosta inclusive de mandar piadinhas durante a venda, de forma a mostrar a sua superioridade de intelecto, mas, que no fundo, não passa de uma cobra zarolha, com a acuidade intelectual de um pinheiro.
Eles são os "víboras negras". Tal como no original "Blackadder" que nos entreteve ao longo de quatro temporadas, brilhantemente interpretado por Rowan Aktinson, Hugh Laurie e Tony Robinson, onde todos se achavam brilhantes, sendo na realidade calhaus com maior ou menor grau de dureza intelectual.
Vejam, bem, eu não tenho nada contra as pessoas inteligentes, folgo muito com a sua existência e quantas mais pisarem este nosso pontinho azul no universo, melhor futuro teremos certamente.
Já no que diz respeito aos espertos, já não comungo da mesma opinião. Isto por uma razão muito simples. Salvo excepções, uma pessoa inteligente, não precisa de anunciar que o é, ou fazer-se notar, ou pior ainda de se auto-elevar. Um esperto é aquele que, ou por um lado se acha inteligente ou por outro não tem noção da sua estupidez.
Em retalho um lojista encontra por vezes spécimens deste género de hominídeos, (Homus Brutos), no seu dia-a-dia.
No meu caso a última vez, foi em conjunto com uma colega, há bem pouco tempo. Abordei um casal de meia idade que olhavam curiosos para um determinado artigo - "Procuram algo específico?" - perguntei, após a saudação inicial, -"Está tudo controlado!" - responde-me o senhor. "OK" pensei eu afastando-me e acenando com a cabeça para baixo em tom de conformidade.
Mas a verdade é que passado cinco minutos, continuavam imóveis como se estivessem a admirar uma obra de arte na parede, ora, como não estamos no Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia e o meu mural não é o Guernica, fui obrigado a intervir novamente.
-"Estou a ver que tem dúvidas, qual o tamanho?"-"Nem maior nem mais pequeno!"-responde-me - "ahhh, claro, pois, que lindo vês?", pensava eu enquanto acenava com a cabeça ao mesmo tempo que esboçava um sorriso amarelo capaz de envergonhar um Tailandês.
Como a resposta ideal para um idiota é o silêncio, o tamanho veio logo a seguir. "Deseja mais alguma coisa?"-"Para quê? Já tenho um para cada pé!"- pronto, temos comediante, só que o teatro fechou por falta de assistência... novo silêncio seguindo-se um esclarecedor "pois..." de minha parte- "Não, é só."-"muito obrigado!A minha colega tratará do pagamento." . Segue-se nova pérola, virando-se para ela - "Tenho de pagar?" ... bem, a minha colega, como sabia que não aceitamos coelho, broa, arroz ou tro tipo de bens em troca, pois vivemos numa sociedade de consumo lá respondeu - "Pois é, faz parte não é?"
Mas porquê? Quem é que lhe disse, que aquelas saídas tinham piada e lhe davam um ar inteligente? O Baldrick? Não... Espera! "I have a cunning plan!!"

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