domingo, 5 de março de 2017

Momentary lapse of reason


Não, isto não é sobre um album dos Pink Floyd. O post de hoje fala sobre aqueles momentos  que a todos pode acontecer, em que, das duas uma, ou te deu uma paradinha em que ficas-te no limbo, como se a diferença entre o teu consciente e um paralelo fosse apenas na forma, ou perdes-te a razão e transformas-te te num clone do Trump sem a mínima noção do que dizes.
 Esta situação passou-se há uns anos quando trabalhava numa grande superfície, na qual se é abordado imensas vezes e onde surgem as perguntas e situações mais absurdas, em que até para um guião dos Monty Python seriam... digamos, estranhas.
 Era um dia como outro, um sábado de manhã, não muito cedo, quando fui abordado por um senhor, que após me cumprimentar, educadamente perguntou - " Olhe, sabe onde está o arroz e quanto custa?" - Respondo-lhe eu com - "Desculpe, mas sou da parte de informática e não estou por dentro, senão se importar ali no balc..." - de repente e interrompendo-me,  disse-me - "O QUÊÊÊ!!!!!"
 Sabem aquela cena no Senhor dos Aneis em que o Gandalf se enerva, fala mais alto e uma sombra negra se eleva? Pois foi isto em que se transformou o senhor.



 Tentei retomar a frase, mas fui de novo interrompido - "Voçê não sabe?Como é que é possível? Um colaborador tem de estar por dentro de todos os artigos!" - continuou, (estamos só a falar de uns 200.000 artigos, no big deal) - " Eu, na minha empresa de ferragens(...)" - quando acabou esta frase e de forma a preservar a minha sanidade, eu já tinha migrado mentalmente para Nibiru na constelação de Touro, mais ou menos a uns 359 anos luz da Terra e portanto estava num modo de consciência vulgarmente designado em Psicologia como alter ego. Este EU, nestes casos, (reclamações catalogadas de patetas), vem ao de cima e só reconhece a última palavra de cada frase do interlocutor de modo a que o discurso do reclamante possa ser intercalado por interjeições do género "hum, hum" ou pequenas afirmações do género, "Percebo perfeitamente!";"Sim, claro!" e afins. 
 Acabado o seu discurso empresarial, do qual sinceramente não retive uma sílaba e já mais calmo, deixa-me responder - " Posso indicá-lo ao balcão de informações?", "Certamente poderão dizer-lhe o que pretende".
 Puff, modo coelhinho da Páscoa outra vez! " Sim, claro!","Obrigado!".
 Abençoado Nibiru! Bem hajas por estar aí sempre para mim!



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