quinta-feira, 9 de março de 2017

Slave to the Wage

 O post de hoje é uma interrogação. Algo que devemos colocar a nós próprios, de modo a que possamos ser mais do que uma peça de xadrez.
 Trabalhas no que gostas? Não gostas, mas precisas? Ou  simplesmente - Não é esta a tua praia?
 Tenho-me deparado ao longo do tempo em que trabalho nas vendas, quando estou a trabalhar, com quem me catalogue quando estou a comprar, catalogando eu, em qual nicho nos inserimos.
 É por vezes difícil fugir a efectuar uma crítica, quando entramos numa loja qualquer e o funcionário/a, atende-te com um trombil que tu já não vias desde que o Jason tirou a máscara no Sexta-feira 13.
 Quando se trabalha no meio, temos tendência a ser mais condescendentes, mas há dias em que isso se torna difícil.
 Há uns dias reparei que uma cadeia internacional de grande sucesso tinha colocado um ponto interactivo onde se podia deixar a opinião sobre o serviço ao cliente. Achei uma boa iniciativa...até necessitar de ajuda.
 Percebo que, numa grande loja, onde 80% dos clientes são polvos que sofrem de Parkinson, deitando abaixo tudo á sua passagem, não se esteja com a melhor disposição, mas eu, era, quando muito, uma lula com Esclerose Lateral Amiotrófica e por isso incapaz de mexer em mais do que um artigo de cada vez.



 Mesmo assim a menina não se condescendeu e pese embora, em abono da verdade, me tenha trazido o que lhe pedi, o frio nórdico das suas respostas em conjunto com a sua expressão de Estado Islâmico em pré-detonação, não me deixaram dúvidas do quanto infeliz era e o frete que fazia em estar ali.
 Dirigi-me á caixa, na esperança de encontrar melhor semblante, mas o Carnaval não tinha acabado.
 Por isso, tive, naquele instante uma vontade extrema de me dirigir ao ponto interactivo de costumer service e dizer umas boas, mas sei o quão difícil está o mercado de trabalho e lembrando-me da música que vinha a ouvir no carro, decidi que não podia então, piorar ainda mais o dia, a quem não tinha conseguido escapar á monotonia de se ter tornado um "Slave to the Wage". Por isso fico-me com esta máxima - Se trabalhas no que gostas, valoriza o que ganhas, porque quando não se gosta no que se trabalha, provavelmente o ganho é secundário.



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