O caso de que vos falo hoje, não se passou directamente comigo, mas com colegas.
Há uns tempos valentes o meu local de trabalho foi visitado por alguém que, suponho, viva numa outra realidade, em um mundo de sonho onde podemos voar, parar projécteis com um mero pensamento e ser Aquele, o Único, capaz das coisas mais incríveis, inclusivé, de fazer... a reclamação impossível.
Assim foi, naquele dia, pela tarde, com a loja cheia, entrou esbaforida uma Senhora, que passando á frente de todos, exigia falar com o responsável.
O estado da senhora era, no mínimo alterado, a roçar um surto de esquizofrenia, dizendo aos berros que isto não ficariam assim.
Vamos lá a ver isto...como... o quê?
Após a reclamação no livro que exigiu de imediato e para começar, segue-se então um discurso no qual é descrito o seguinte dilema.
Depois de usar um artigo ali comprado, senhora alegava ter-se magoado seriamente, ao ponto de ter sido assistida no Hospital e ter levado 17 pontos.
Depois de usar um artigo ali comprado, senhora alegava ter-se magoado seriamente, ao ponto de ter sido assistida no Hospital e ter levado 17 pontos.
Atónitas, as colegas perguntaram-lhe o que se tinha passado e qual era o produto em questão, também á quanto tempo tinha sido comprado e se tinha o talão - perguntas normais digo, depois de afirmações tão graves.
Não sabia há quanto tempo, não tinha talão nem o artigo consigo e o produto descrito pela senhora, nunca tinha sido visto por ali, nem tampouco existia.
Ao ser confrontada com a questão - "Tem a certeza que foi aqui que comprou?" - saiu esbaforida da loja sem nunca mais voltar...
Quando me contaram o episódio o meu pensamento foi "You take the blue pill and you wake up in la la land as nothing was. You take the red pill and I´ll show you how deep the rabbit hole goes!"
É que nem o Laurence Fishburne o diria melhor!

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