terça-feira, 11 de abril de 2017

Liar Liar

 Boas,

 No post de hoje falo-vos do que outrora foi o flagelo de retalho - O Livro de Reclamações - aquele livro no qual, antigamente, bastava tocar no nome, para que o capricho mais estapafúrdio de um cliente fosse atendido, onde só faltava pedir para o lojista baixar as calças e fazer a dança de acasalamento do Gnu Africano.
 Tais eram as absurdidades aí escritas, que, se lhe tivéssemos de mudar o nome, seria certamente para - O Livro dos Mentirosos - é que, caramba, pedir o livro porque o lojista se compromete com algo e não consegue cumprir no prazo, ainda estou como o outro, é chato, mas tem a sua razão de ser. Agora, pedir o livro porque, "-A sua colega está a limpar o pó e eu sou alérgica!", já soa um bocadinho a choné.
 É assim, eu não tenho nada contra os chonés, até porque também me faltam ponteiros ao relógio, só que ser um choné mentiroso é que já é abusar um bocadinho.
 Para mim era simples, o livro deveria estar equipado com uma espécie de encantamento que quando fosse aberto injustamente, o reclamante ficaria possuído ao estilo do filme Mentiroso Compulsivo.


 Não era "Top", (uma expressão muito em voga hoje), que o fulano que me pediu o livro para reclamar do que nas suas palavras era um "atendimento desonesto", quando começasse a escrever, os dedos se contorcessem, como se tivesse paralisia cerebral e parecesse que o corpo era autónomo ao estilo de um vídeo Youtube postado por alguém na Russia embebido em Vodka? 
 Era ou não perfeito também. que sempre que alguém te pedisse o livro sem razão a cada palavra proferida sofresse de igual descontrolo do esfincter? 
 Atenção... não estou com isto a dizer que os clientes não têm o direito de reclamar, têm não só o direito, como o dever de o fazer para que a loja em questão possa melhorar o seu serviço. Agora... têm de o fazer SE a razão estiver do seu lado e não como uma arma de arremesso ao género de "bem não tenho mais argumentos, vou usar o livro".
 A questão ainda está, penso eu no estigma que existe em algumas lojas mais "old school" onde o LIVRO ainda é um bicho papão, que quando se menciona o nome os funcionários fazem lembrar o Mr Bean, quando este se atrapalha com algo. Vá lá, deixem-se disso! Assim  o tipo do lado de lá do balcão que está a dizer que - "O jogo lhe pôs vírus no PC,!Quero devolver!", não vai pensar em pedir o livro, porque irá perceber, que a sua reclamação é equiparável ao conteúdo daquelas cisternas que circulam por aí atreladas a tractores...

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